Quando moleque, Leandro Borges da Silva atravessava as portas do Casarão de mãos dadas com os pais. Sentava-se à mesa sem imaginar que, décadas depois, o destino o colocaria do outro lado do balcão.
A vida foi levando o sanjoanense por outros caminhos. Trabalhou nas empresas da família, passou por um banco, tocou, e ainda toca, uma lavanderia. Mas havia nele aquela inquietação típica de quem procura um desafio novo, um negócio que instigasse, algo que misturasse suor, risco e paixão.
Até que surgiu a notícia: o Casarão estava à venda.
Em outubro de 2025, ao lado de um sócio, comprou o tradicional restaurante. Teve o bom senso de não mexer no que a cidade aprendeu a amar. Manteve o cardápio, preservou a maior parte da equipe e começou, devagarinho, a colocar sua digital na casa: equipamentos novos, mobiliário renovado, melhorias e reforma na área do forno de pizza.
Poucos meses depois, comprou a parte do parceiro e assumiu sozinho o comando da empreitada.
Aos 35 anos, Leandro conduz a casa que nasceu quando ele nasceu. Restaurante e proprietário têm praticamente a mesma idade, como se as trajetórias estivessem destinadas a se cruzar outra vez.
E talvez seja justamente por isso que ele entenda tão bem que restaurantes tradicionais não vivem apenas de receitas. Vivem de memórias, de encontros, de aniversários, de almoços de domingo e das histórias que se acumulam festivamente sobre as mesas.
Há 35 anos, o Casarão é um dos patrimônios afetivos e gastronômicos de São João. Agora, segue a jornada nas mãos de alguém que nasceu e cresceu junto com ele.
Lauro Augusto Bittencourt Borges, cronista de gastronomia e cultura e membro da Academia de Letras de São João da Boa Vista - Instagram: @lauroborges
A vida foi levando o sanjoanense por outros caminhos. Trabalhou nas empresas da família, passou por um banco, tocou, e ainda toca, uma lavanderia. Mas havia nele aquela inquietação típica de quem procura um desafio novo, um negócio que instigasse, algo que misturasse suor, risco e paixão.
Até que surgiu a notícia: o Casarão estava à venda.
Em outubro de 2025, ao lado de um sócio, comprou o tradicional restaurante. Teve o bom senso de não mexer no que a cidade aprendeu a amar. Manteve o cardápio, preservou a maior parte da equipe e começou, devagarinho, a colocar sua digital na casa: equipamentos novos, mobiliário renovado, melhorias e reforma na área do forno de pizza.
Poucos meses depois, comprou a parte do parceiro e assumiu sozinho o comando da empreitada.
Aos 35 anos, Leandro conduz a casa que nasceu quando ele nasceu. Restaurante e proprietário têm praticamente a mesma idade, como se as trajetórias estivessem destinadas a se cruzar outra vez.
E talvez seja justamente por isso que ele entenda tão bem que restaurantes tradicionais não vivem apenas de receitas. Vivem de memórias, de encontros, de aniversários, de almoços de domingo e das histórias que se acumulam festivamente sobre as mesas.
Há 35 anos, o Casarão é um dos patrimônios afetivos e gastronômicos de São João. Agora, segue a jornada nas mãos de alguém que nasceu e cresceu junto com ele.
Lauro Augusto Bittencourt Borges, cronista de gastronomia e cultura e membro da Academia de Letras de São João da Boa Vista - Instagram: @lauroborges