Futura represa e terras raras estão na pauta de Luiz Fernando

Fonte: Omunicipio 12/01/2026

Por Bruno Manson Neste início de 2026, o deputado estadual Luiz Fernando Teixeira (PT) tem realizado uma série de visitas pela região de São João da Boa Vista, onde tem se reunido com autoridades e diversas lideranças para acompanhar as demandas de c...

Futura represa e terras raras estão na pauta de Luiz Fernando
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Por Bruno Manson

Neste início de 2026, o deputado estadual Luiz Fernando Teixeira (PT) tem realizado uma série de visitas pela região de São João da Boa Vista, onde tem se reunido com autoridades e diversas lideranças para acompanhar as demandas de cada cidade. Natural de Águas da Prata, o parlamentar é irmão do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, com o qual tem tido uma forte atuação em diferentes frentes ao longo desses anos.

Em entrevista ao O MUNICIPIO, Luiz Fernando fez um balanço do trabalho que tem desenvolvido na região sanjoanense. “Nosso mandato foi muito importante para fazer a ligação das demandas da nossa região junto ao governo federal”, afirmou.

Entre as ações que ele tem acompanhado estão as tratativas para a construção da futura barragem do Rio Jaguari-Mirim e de um novo piscinão. Trata-se de um investimento de aproximadamente R$ 58 milhões do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal. Ao todo, R$ 43.328.139 são destinados para a represa e R$ 14.857.370 para o piscinão, que deverá ser construído nas imediações do Recinto de Exposições ‘José Ruy de Azevedo’. “A represa de São João da Boa Vista será uma realidade, mas quem tinha que fazer [a obra] não era o governo federal, era a Sabesp! O que será disso? Nós estamos agora numa negociação com a Sabesp para discutirmos o pagamento para a Prefeitura de São João dessa benfeitoria”, disse o deputado estadual.

Outro assunto que Luiz Fernando tem atuado é no debate sobre as terras raras da região. O parlamentar afirma que está sendo programada uma grande audiência para discutir o tema entre março e abril na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), na capital paulista. De acordo com ele, a ideia é reunir autoridades federais, estaduais e representantes de todas as cidades envolvidas para tratar o assunto. “Nós corremos o risco de ter a nossa região inviabilizada por conta da extração das terras. Por outro lado, há um risco muito grande de contaminação do nosso lençol freático, de nossas águas rasas que servem aos municípios, aos animais e aos seres humanos”, observou. “A região não vem debatendo esse assunto e está aí a mineração batendo nas portas. Duas empresas multinacionais já têm autorizações em andamento — pedidos de licenciamento em andamento e com muita propensão de serem liberados — para poderem explorar essas terras raras”, comentou.

Outro ponto que Luiz Fernando chama atenção é para a presença de metais pesados na região. “Toda a exploração, por ser uma região vulcânica, vai ter urânio. Vai ter radioatividade!”, alertou. Diante disso, ele pretende convocar diversas universidades para esta audiência pública, inclusive o UniFAE e o UniFEOB. “Nós queremos que elas façam pesquisas em toda a região e nos ajude a caminhar nesse processo, porque nós não podemos virar terra arrasada”, declarou. Como haverá mineração, o parlamentar destaca que é necessário ter um olhar atencioso para o desenvolvimento sustentável e a preservação ambiental. “Vamos ‘entrar pesado’ politicamente em negociações com os governos federal e estadual, daqui de São Paulo e de Minas Gerais”, frisou.

Na manhã de quinta-feira (8), em Águas da Prata, a convite da vereadora Lucinda Noronha (PT), o deputado   se reuniu com alguns vereadores e outros interessados no assunto. No Instagram, a vereadora comentou que o motivo do encontro foi “para dialogar sobre o avanço da mineração de terras raras na região, que já preocupa Caldas, Poços de Caldas e Águas da Prata”.

BALANÇO POSITIVO

Para Luiz Fernando, 2025 foi um ano marcado por avanços na representatividade de São João da Boa Vista e toda a região na esfera federal, além de embates com o governo estadual. “Tem sido um trabalho de muita resistência ao governador e, ao mesmo tempo, de muitas conquistas junto aos prefeitos, de recursos e políticas públicas do governo federal”, concluiu.

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