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08/06/2016 | 00:00

Servidores debatem 'reajuste' na Câmara

Jornal O Município | O Município

Segue indefinido o reajuste salarial dos servidores públicos municipais. Situação esta que vai completar o segundo ano consecutivo sem acordo e, consequentemente, sem aumento para os trabalhadores.

Por conta disso, a Câmara Municipal foi utilizada para debater o tema pelo sindicato da classe, que busca melhorar a proposta feita pela Prefeitura de São João, e também por servidores que querem que os 9% oferecidos pela administração municipal sejam aceitos.

DEBATE

O assunto passou a ser discutido assim que a presidente do Sindicato, Mirtes Batista, utilizou a Tribuna Livre do Legislativo e expôs o caso.

De acordo com ela, os 9% oferecidos pela prefeitura para reajustar o salário - 5,6% referente a 2015 e o restante a este ano - foram aceitos pelos servidores. No entanto, assim como a maioria dos trabalhadores pediu, a entidade luta agora para melhorar a questão dos benefícios - parcela destacada e vale alimentação.

Devido a esse impasse, assim como a presidente explicou, é que ainda não há acordo entre administração e sindicato. "Buscamos o que há de melhor para os servidores como um todo e não apenas para alguns trabalhadores. A prefeitura diz que não há condições de aumentar a proposta, mas nós temos documentos que comprovam que o reajuste pedido cabe no orçamento da prefeitura", comentou Mirtes.

Após a utilização da Tribuna Livre pela presidente, o servidor João Batista Cardozo também fez uso do espaço e criticou a postura do sindicato.

Segundo o trabalhador, os servidores já aceitaram a porcentagem oferecida pela prefeitura e é preciso que haja um acordo "o mais rápido possível, para que não ocorra igual o ano passado e os trabalhadores fiquem sem reajuste".

IMPASSE

A divergência entre Sindicato e prefeitura ocorre pelo fato de a entidade dizer que a prefeitura pode aceitar a proposta de aumentar o valor dos benefícios dos trabalhadores, enquanto a administração municipal aponta que, caso aceite o pedido, irá ultrapassar o limite orçamentário.

Sindicato aponta ter números que comprovam a possibilidade de o acordo ocorrer. Já a prefeitura alega não ter condições de aceitar a proposta da entidade.

No dia 14, os servidores irão discutir em assembleia a proposta da prefeitura para aceitar ou não a porcentagem estipulada pela administração municipal.

AGUARDAR PROJETO

Vários vereadores abordaram o tema, divergindo sobre as ações que o Poder Legislativo poderia adotar diante do impasse de quase um ano entre Sindicato e Prefeitura.

Para alguns, a Comissão Permanente de Assuntos Relacionados aos Servidores, formada por vereadores, poderia buscar uma análise técnica dos números dos balancetes municipais. Para outros, no entanto, o Plenário deveria esperar o Executivo enviar o Projeto de Lei e então deliberar pela aprovação ou rejeição dos 9%.

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