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13/02/2017 | 14:33

Penitenciária de Casa Branca está com 46,7% mais presos do que a capacidade.

Guia São João | Jornalismo

Penitenciárias da região estão com nº de presos 46,7% acima da capacidade

As penitenciárias de Araraquara, Casa Branca e Itirapina (SP) estão com 46,7% mais presos do que a capacidade. Nas 3 cidades, a capacidade total é para 3.583 presos, mas atualmente são 5.259. A situação preocupa os moradores, que temem que a superlotação possa ser motivo para começar uma rebelião e fuga de presos.

É um clima de total estresse e descontentamento, tanto por parte dos funcionários quanto dos presos. Vai se tornando a cada dia que passa uma situação mais complicada"

Antônio Pereira Ramos, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários

A Secretaria Estadual a Administração Penitenciária (SAP) informou que estão sendo construídos dois centros de detenção provisória na região.

“É um clima de total estresse e descontentamento, tanto por parte dos funcionários quanto dos presos. Vai se tornando a cada dia que passa uma situação mais complicada”, afirmou Antônio Pereira Ramos, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários.


Penitenciárias em números


Em Casa Branca, deveriam ser abrigados 926 presos, mas há 1.513. Na penitenciária 1 de Itirapina, a capacidade é para 316 detentos, mas há 734. Já na penitenciária 2, deveria ter 1.280 presos, mas está com 1.607. Em uma das celas, onde deveriam ter nove detentos, tem 17.

Penitenciárias da região estão superlotadas (Foto: Ely Venâncio/EPTV)Penitenciárias da região estão superlotadas
(Foto: Ely Venâncio/EPTV)

Segundo o defensor público das Execuções Penais Vinícius da Paz Leite, a quantidade de presos provisórios agrava o problema, já que oito em cada dez ainda não foram julgados. “São pessoas presas cautelarmente, quando o réu pode destruir provas ou fugir do distrito da culpa. Muitas vezes esses réus são declarados inocentes no final do processo”.

Políticas de inclusão e empregos

Para Leite, uma das saídas para diminuir a população carcerária é a criação de políticas de inclusão social e geração de empregos. “Há um problema de superencarceiramento da população pobre, principalmente ao pequeno tráfico de drogas. No Brasil, 27% dos presos são primários, com pouca quantidade de drogas”.

O defensor público das Execuções Penais Vinícius da Paz Leite (Foto: Ely Venâncio/ EPTV)O defensor público das Execuções Penais
Vinícius da Paz Leite (Foto: Ely Venâncio/ EPTV)

Ainda de acordo com o defensor público, a construção de novos presídios não é a solução para o problema. “Há uma ideia aqui no Brasil de que aumentando as penas diminuiriam os crimes cometidos, na verdade é o contrário, quanto mais se aumenta as penas, mais pessoas ficam encarceradas e por mais tempo”.

Novos centros de detenção

A Secretaria Estadual a Administração Penitenciária (SAP) informou que na região estão sendo construídos dois centros de detenção provisória, em Aguaí e Santa Cruz da Conceição.

Fonte: Globo.com

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