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30/04/2020 | 17:30

Metalúrgica de São João demite 70 funcionários

Guia São João | Jornalismo

A metalúrgica PDV encerrou as atividades em São João da Boa Vista (SP) e demitiu todos os 70 trabalhadores sem aviso prévio. O comunicado foi feito aos funcionários após o expediente, na segunda-feira (27).

A empresae informou que irá pagar apenas 50% das verbas rescisórias e o sindicato pediu uma liminar, concedida pela Justiça, para o bloqueio dos bens.

 

Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São João da Boa Vista, José Roberto Moreira, o fechamento da metalúrgica foi feito sem comunicação à entidade nem à prefeitura que pagava o aluguel do barracão onde a empresa funcionava ela eatá usando da pandemia para dispensar os funcionários em massa. Não deram oportunidade de o sindicato negociar,  afirmou.

Crise do coronavírus
O Diretor Industrial da metalúrgica D7, de Pirajuí (SP), dona da PDV, José Papile, disse que a filial de São João da Boa Vista, que fabricava displays, gôndolas e outros produtos para pontos de venda, foi fechada porque o mercado parou devido à crise causada pela pandemia de coronavírus.
Tivemos muitos contratos cancelados, muitos clientes pediram adiamento dos pagamentos por 90 dias. Nós optamos em reduzir a [unidade] que tinha a menor participação.


Ele reconheceu que adiou a comunicação ao sindicato. A estratégia foi segurar a informação até o último momento para então informar a prefeitura. Se essa informação vaza, o sindicato não ia deixar nem a gente encerrar as atividades. Criaram um ambiente desproporcional incentivando os funcionários a ir contra a diretoria da empresa, afirmou.


Segundo o diretor, a matriz, em Pirajuí também teve demissão de 80 funcionários, além da suspenção do contrato de 30 trabalhadores e redução de jornada de mais 60.


Disse que a empresa se embasou na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para o acerto dos funcionários que permite que em caso de fechamento da empresa, ainda mais agravado por ser em situação de calamidade pública, permite o pagamento de metade das verbas rescisórias. Afirmou ainda que a empresa está seguindo a lei para garantir que os funcionários demitidos possam obter seus direitos.


Foi pensando nos funcionários porque ao dispensá-los, eles vão receber o seguro desemprego total, sacar o Fundo de Garantia que está 100% depositado e como o encerramento se deu em termos do artigo 502 da CLT a gente pode pagar 50% das verbas rescisórias, disse.


Bloqueio de bens


Nesta quarta-feira (29), a Vara do Trabalho concedeu uma liminar determinando o bloqueio dos bens da empresa, a pedido do sindicato, como forma de garantir o pagamento dos direitos trabalhistas dos funcionários.


O aluguel de R$ 84 mil do barracão onde a empresa funcionava era pago pela Prefeitura de São João da Boa Vista desde que a empresa se instalou na cidade, em 2013. Segundo a administração municipal, o contrato de pagamento do aluguel será rescindido e a lei que concede este benefício, revogada.


Papile disse que quer retirar os equipamentos para desocupar o imóvel, pago pela prefeitura. Ele afirmou ainda que a empresa irá recorrer da liminar, uma vez que ela foi dada pela Justiça Trabalhista e empresa fará o pagamento dos trabalhadores em 4 de maio conforme determina a lei

Fonte: Jornal do Parabrisa

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