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21/05/2016 | 00:00

Melhorias no Museu Histórico começam em torno de 20 dias

Jornal O Município | O Município

O Museu Histórico e Pedagógico 'Dr. Armando de Salles de Oliveira' poderá, a qualquer momento, começar a receber serviços de melhorias em suas dependências. A empresa Cabrelon & Sette Construtora LTDA ME foi a vencedora da licitação que prevê a reforma e recuperação daquele bem público.

No início de dezembro do ano passado, O MUNICIPIO denunciou a precariedade física do Museu, representada por paredes com a pintura escorrida pela água das chuvas, goteiras em algumas salas de exposição, assoalho de madeira cedendo à ação de cupins, itens do acervo amontoados por falta de espaço e um piano, obtido em doação, já destruído por aqueles insetos.

No dia 7 de dezembro, o prefeito Vanderlei comunicava ao diretor de Cultura Beto Simões, a liberação de um recurso de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) para que fossem feitas intervenções no prédio do Museu, como a troca do sistema de coleta de águas pluviais (calhas e condutores), a substituição do piso atacado por cupins, a construção de um banheiro adaptado, a reforma do banheiro para funcionários e a pintura externa.

Ao que parece, esse montante em dinheiro não foi utilizado e o serviço que dele seria derivado não foi feito. Uma licitação foi aberta e no dia 16 de maio, último, foi realizada a abertura dos envelopes das empresas interessadas na realização do trabalho. A vencedora, como dito acima, foi a empresa Cabrelon & Sette Construtora LTDA ME.

Além dela, também participaram do certame: Construmeta Construção Civil LTDA, Construtora V.W.F. LTDA ME, Flex Comércio e Representação LTDA, J.L,M. Construtora e Engenharia LTDA, Marques & Marques Construtora LTDA EPP e Reforce Construção LTDA ME. No entanto, a únicas empresas que protocolaram envelopes foram a Cabrelon & Sette Construtora LTDA ME e a Reforce Construção LTDA ME.

Segundo informações do Setor de Licitações da prefeitura sanjoanense, o valor orçado pelo Departamento de Cultura foi de R$ 32.995,83; contudo, completam funcionários daquele setor, o valor proposto pela vencedora para execução dos serviços foi de R$ 25.990,20.

REFORMAS E CONSTRUÇÕES

Na tarde de ontem, 20, a engenheira responsável por este projeto, Dulcynéia Paiva de Medeiros Lima, funcionária da Prefeitura, informa ao O MUNICIPIO que os serviços a serem prestados pela empresa vencedora da licitação são, na verdade, aqueles já citados aqui em reportagem anterior.

A saber: a troca do sistema de coleta de águas pluviais (calhas e condutores), a substituição do piso atacado por cupins em quatro salas, a construção de um banheiro público adaptado, a reforma do banheiro dos funcionários e a pintura externa.

"Nós acreditamos que dentro de uns 20 dias, aquela empresa deverá iniciar os trabalhos no Museu", aponta Dulcynéia. Esse prazo inclui, de acordo com ela, os tramites necessários à regulamentação dos documentos necessários ao processo da licitação.

Perguntada se, em médio prazo, outros serviços de reforma e ou recuperação seriam realizados no local, ela diz desconhecer qualquer ação neste sentido. Embora a engenheira não tenha afirmado, é certo que o Museu Histórico e Pedagógico 'Dr.Armando de Salles de Oliveira' deverá permanecer fechado no período dos trabalhos.

Museu existe graças à doação de Dona Tita

A fundação do Museu aconteceu em 1969, tendo sido aberto ao público em 24 de junho de 1970. O seu então diretor Antônio Carlos Rodrigues Lorette afirmou em reportagem anterior que "o Museu somente foi viabilizado graças às doações de dona Tita de Oliveira, feitas em testamento".

Lorette tem histórias interessantes sobre o nascimento do Museu. Uma delas conta que "na verdade, Dona Tita não ia doar seu acervo ao município e, sim, para o Museu do Ipiranga em São Paulo, já que naquela época não era comum haver museus em cidades do interior".

Porém, de acordo com Lorette, tudo mudou quando o tio de dona Tita, Coronel Ernesto de Oliveira presenteou o Museu do Ipiranga com sua coleção de armas. Quando esses objetos foram expostos no museu paulistano, o nome de Ernesto não foi registrado como doador. A partir daí, alguns familiares convenceram dona Tita a oferecer seu acervo ao município. Nascia, aí, o Museu sanjoanense.

O prédio onde ele funciona e a quase totalidade do acervo vieram num só pacote de doações. A professora Lucila Martarello Astolpho, remanejada do Estado em 1981 para atuar como diretora naquele local, solicitou uma verba ao governo estadual para uma grande reforma e a conseguiu. Somente em 2002, é que o Museu foi novamente investigado para um levantamento de suas condições estruturais.

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