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28/05/2016 | 00:00

Junho Vermelho ilumina monumentos para estimular doação de sangue

Gazeta de São João | Gazeta de São João

No dia 1º de junho, tem início a campanha Junho Vermelho, organizada pelo Movimento Eu Dou Sangue pelo Brasil. Objetivo é incentivar os brasileiros a doar sangue e tornar essa prática um hábito na vida do brasileiro. Para lembrar a importância desse ato, a iniciativa, que acontece pelo segundo ano consecutivo em todo o País, iluminará de vermelho monumentos e fachadas de edifícios públicos e privados em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Pará entre outros estados.

O Junho Vermelho é exclusivamente uma ação de incentivo à cidadania e à solidariedade.

No Brasil, os doadores correspondem a apenas 1,9% da população, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que 3% a 5% dos habitantes de um país sejam doadores. A situação se agrava no inverno, quando é esperada uma redução no número de doações em cerca de 30%. O Movimento Eu Dou Sangue pelo Brasil não está ligado a nenhum banco de sangue ou instituição de saúde em particular. Trata-se de um grupo organizado, não institucionalizado, com o propósito de difundir uma causa social de extrema importância para o bem estar da população.

A doação de sangue, muito mais do que um ato capaz de salvar vidas um ato que sintetiza a cultura de Paz. Sangue não tem cor, nem gênero, nem religião, nem partido político, nem time de Futebol. A escolha do mês de junho para concentrar suas ações e estimular esse hábito se baseia na data fixada pela OMS para homenagear o doador de sangue - o dia 14 de junho - Dia Mundial do Doador de Sangue.

As idealizadoras da campanha Junho Vermelho, Debi Aronis e Diana Berezin, se envolveram com a causa em 2011, depois de vivenciar um problema de saúde na família. "Somente quem vive a dificuldade de conseguir sangue sabe a importância das doações. Depois de sentir na pele o que é isso, decidimos disseminar e promover a conscientização para que esse se torne um hábito na vida do brasileiro", explica Diana.

As bolsas de sangue coletadas são compostas por importantes hemocomponentes, como as hemácias, plasma e plaquetas, que também têm prazos de validade. Muitas vezes, o paciente necessita apenas de um tipo de hemoderivado.

No período de férias, cresce o número de acidentes nas estradas, pressionando ainda mais os estoques dos hemocentros. Nada substitui o sangue e, portanto, só a solidariedade pode ajudar aqueles que precisam.

Em São João as doações de sangue devem ser feitas no Banco de Sangue da Santa Casa Carolina Malheiros (entrada pela Avenida João Osório).

SELO EMPRESAS

Empresas que incentivarem entre seus funcionários à doação voluntária e regular de sangue poderão ser premiadas com o Selo Empresa Solidária. A lei estabelecendo a honraria foi promulgada na segunda-feira (24), no Diário Oficial da União, e visa distinguir empresas que demonstrem preocupação social e solidária com a vida. Para participar, as empresas precisam informar e orientar os trabalhadores sobre a importância da doação de sangue e de medula óssea e os procedimentos para fazer o cadastro no registro oficial de doadores. Elas também precisam conceder aos trabalhadores oportunidade e condições para ir ao banco de sangue ou hemocentro. Também receberão a homenagem empresas que incentivarem o cadastramento para a doação de medula óssea. As pessoas jurídicas que receberem o selo poderão usar a marca em propagandas e em publicações promocionais. Além disso, serão inscritas no Cadastro Nacional de Empresas Solidárias com a Vida. A cada ano, cinco delas serão premiadas com o título Empresa Campeã de Solidariedade. Atualmente, são coletadas no País cerca de 3,6 milhões de bolsas/ano, o que significa 1,8% da população doando sangue. Embora o percentual esteja dentro dos parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Ministério da Saúde trabalha para aumentar esse índice. Em 2012, o Ministério da Saúde reduziu a idade mínima de 18 para 16 anos (com autorização do responsável). Com a expansão das idades mínima e máxima dos doadores, houve a abertura para 8,7 milhões de novos voluntários. No Brasil, a remuneração da doação de sangue é proibida. Do total de pessoas que procuram os hemocentros, 64,8% são doadores do sexo masculino e 35,1% são do sexo feminino. A faixa etária que mais realiza doações vai de 18 a 29 anos (41,3%). As demais faixas, acima dos 29 anos, respondem por 58,6% das doações.

CRITÉRIOS

Podem doar pessoas com peso mínimo de 50 quilos que tenham entre 18 e 69 anos. Também podem ser aceitos candidatos à doação de sangue com idade entre 16 e 17 anos havendo o consentimento formal do responsável legal. O candidato não deve estar cansado, não ter ingerido bebida alcoólica nas 12 horas anteriores à doação e não estar em jejum. Além disso, no dia da doação, é importante estar bem hidratado e continuar a hidratação em seguida. Para a segurança do receptor do sangue, estão impedidos de doar aqueles que tiveram diagnóstico de hepatite após os 11 anos de idade, pessoas que estão expostas a doenças transmissíveis pelo sangue como Aids, hepatite, sífilis e doença de chagas, usuários de drogas, aqueles que tiveram relacionamento sexual com parceiro desconhecido ou eventual sem uso de preservativos e mulheres grávidas ou amamentando.

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