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01/06/2016 | 00:00

Intercâmbio para o Brasil é algo que também tem boa procura

Jornal O Município | O Município

Fazer intercâmbio para o Canadá, Austrália ou Estados Unidos faz parte do projeto de vida de muitas pessoas, sobretudo adolescentes.

Na ânsia por melhorar o inglês e conhecer a cultura daqueles países, parece estranho quando se ouve falar que um estrangeiro, inclusive norte americano, tenha escolhido o Brasil como meta para seu intercâmbio.

DE LÁ PARA CÁ

Priyanka Jangla, de 18 anos, é indiana e está há dez meses residindo em São João por intermédio do Rotary Club.

"Eu optei pelo Brasil porque é um país bem diferente do meu: a cultura, um mundo diferente, as pessoas gostam de relaxar, ficar com a família, gostam de festa, é muito aberto e tranquilo", confessa.

Em seu primeiro intercâmbio, Priyanka considera o Brasil um país maravilhoso e conta que já aprendeu muitas coisas, como a ter paciência e humildade, pois todo mundo tem algo a lhe ensinar.

"Estou muito agradecida ao Rotary e a meus pais por me darem esta oportunidade rara de viajar e conhecer outro país totalmente diferente mas tenho muitas saudades da comida indiana e dos festivais coloridos", Priyanka confessa.

A propósito, a primeira coisa que ela estranhou no Brasil foi justamente a comida.

"As pessoas comem um monte de carne todo dia, de manhã até a noite", exclama, entre risos.

Outro detalhe "diferente" são as roupas que, no Brasil, são vistas com mais naturalidade quanto a diversidade de estilos, principalmente quando se trata de vestidos.

"A terceira diferença é o próprio povo brasileiro que, como já disse, aqui há tranquilidade entre as pessoas e acho que são felizes, sempre; mesmo em tempos difíceis, acho que sempre vão estar com sorrisos bonitos", finaliza a indiana.

ARRIBA!

Assim como Priyanka, a intercambista Beatriz Irene Vasquez Llamas chegou ao Brasil através do Rotary Club, há 9 meses.

Beatriz é natural do México mas, a princípio, o Brasil não era sua escolha.

"Eu não queria o Brasil porque achava que era quase parecido com o México mas, assim que cheguei, percebi que é bem diferente mesmo, e não me arrependo de ter aceito a oportunidade", lembra a mexicana.

Ela também estranhou alguns pratos da culinária brasileira, considerando que, por aqui, come-se muito doce.

"Na escola, falando sobre o ensino, eu achei bem diferente o jeito de ensinar durante a aula e a relação que têm os alunos com o professor; o difícil é entrar numa faculdade, no México não é tão difícil assim", pontua Beatriz.

A jovem mexicana observa que os brasileiros são tão animados quanto os mexicanos mas de um jeito diferente, que os faz únicos.

"Os brasileiros são muito calorosos, sempre mandando beijos e abraços, o que, para mim, foi meio estranho no começo, mas eu gostei. E também são muito higiênicos, o tempo todo", diz.

Em comum com Priyanka, Beatriz revela que também sente saudades da comida mexicana e das festas típicas de seu país de origem.

"No Brasil, tem uma diversidade de pessoas, onde eu reparei o quão diferente são todas, desde às mais simples até as pessoas com mais 'privilégios' e delas eu aprendi a apreciar as coisas mais simples. Os brasileiros têm um coração muito grande, são fofos", comenta ela.

Beatriz finaliza dizendo que, com os brasileiros, aprendeu a sempre dar risada e estar contente, pois é um povo que sempre encontra uma piada em coisas corriqueiras, o que deixa o dia a dia, mais tranquilo e alegre.

Em www.omunicípio.jor.br você confere mais sobre como funciona o Programa de Intercâmbio do Rotary Club.

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