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15/02/2018 | 15:30

Início da Quaresma

Gazeta de São João | Jornalismo

Quaresma é um período muito específico e muito especial do ano litúrgico cristão.  

O ano litúrgico, ou ano cristão, é o espaço de tempo ao longo do qual a Igreja recorda progressivamente a salvação realizada por Deus. A Igreja distribui nesse período os diversos tempos litúrgicos que celebram o mistério de Cristo.

ano litúrgico dura de fato um ano, mas não começa nem termina nos dias 1º de janeiro e 31 de dezembro, como o ano civil. Suas datas de começo e fim são móveis.

O início do ano litúrgico são as vésperas do 1º Domingo de Advento, no início de dezembro. O Advento, portanto, é o primeiro tempo litúrgico do ano cristão e nos prepara para o Nascimento de Jesus. Seu término acontece logo antes das vésperas do Natal do Senhor.

Nas vésperas do Natal do Senhor, tem início o segundo tempo litúrgico do ano cristão: o Tempo do Natal. Ele se estende até o domingo depois da Epifania, ou seja, o dia 6 de janeiro ou o primeiro domingo seguinte ao dia 6 de janeiro.

Na segunda-feira imediatamente seguinte ao domingo da Epifania, começa o Tempo Comum, que se divide em duas etapas. A primeira etapa vai até a terça-feira de carnaval, incluindo-a. Na Quarta-Feira de Cinzas, o Tempo Comum é interrompido pela sequência de Quaresma, Tríduo Sacro e Tempo Pascal. Somente a partir da segunda-feira seguinte ao domingo de Pentecostes, o qual encerra o Tempo Pascal, é que começa a segunda etapa do Tempo Comum, que ocupará todo o restante do ano cristão, terminando logo antes das vésperas do I Domingo de Advento.

A Quaresma

O Tempo da Quaresma começa na Quarta-Feira de Cinzas e se prolonga até imediatamente antes da celebração da Missa Vespertina da Ceia do Senhor, na Quinta-Feira Santa. A partir da Missa Vespertina da Ceia do Senhor, que celebra a instituição da Eucaristia durante a Última Ceia de Cristo com seus Apóstolos, começa o Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor. Seu ápice é a Vigília Pascal e seu término são as vésperas do Domingo da Ressurreição, que dá início aos cinquenta dias do Tempo Pascal.

Quaresma dura seis semanas, que se dividem emtrês etapas:

  • Os dois primeiros domingos falam das tentações e da transfiguração de Jesus;
  • Os três domingos seguintes abordam aspectos do batismo: no ciclo litúrgico A, por exemplo, fala-se da samaritana (água), do cego (luz) e de Lázaro (vida);
  • E o sexto domingo, que é o Domingo de Ramos ou da Paixão, dá início à Semana Santa.

O Concílio Vaticano II acentuou o caráter batismal penitencial da Quaresma. A liturgia desse tempo deve nos preparar para a celebração do Mistério Pascal, por meio da recordação do batismo e através das práticas do arrependimento dos nossos pecados e da conversão a uma vida nova em Cristo Ressuscitado.

Papa Francisco nos recorda que a Quaresma envolve um convite àsobras de misericórdia“É um tempo favorável para todos poderem sair da própria alienação existencial, graças à escuta da Palavra e às obras de misericórdia. A misericórdia de Deus transforma o coração do homem e o faz experimentar um amor fiel, tornando-o, por sua vez, capaz de misericórdia. É um milagre sempre novo que a misericórdia divina possa irradiar-se na vida de cada um de nós, estimulando-nos ao amor do próximo”.

CAMPANHA DA FRATERNIDADE

Nesta quarta-feira tem início também a Campanha da Fraternidade. O tema deste ano é “Fraternidade e superação da violência”, tendo como lema “Em Cristo somos todos irmãos (Mt 23,8)”.

Um período para os cristãos refletirem que a violência está presente em vários segmentos da sociedade. Seja na rua, dentro de casa, pela condição social, pelo gênero, nos meios de comunicação e até na intolerância das palavras - “Toda violência exclui, toda violência mata”.

O cartaz da campanha da fraternidade 2018 mostra um grupo de pessoas de diferentes idades e etnias de mãos dadas, representando a multiplicidade da sociedade brasileira.

Templo de reflexão sobre a problemática da violência, particularmente em como superá-la. O cartaz mostra pessoas que formam um círculo e unem as mãos indicam que a superação da violência só será possível a partir da união de todos

Fonte: Gazeta de São João

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