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18/08/2016 | 09:33

Inadimplência aumenta em faculdades da região

Guia São João | Jornalismo

Com a redução no orçamento das famílias por causa da crise, muitos universitários estão  inadimplentes. Em algumas faculdades da região, o índice de devedores chegou a dobrar em relação ao ano passado. A alternativa é a negociação e algumas instituições até oferecem programa de financiamento próprio.

O estudante César Picardt pagou em dia as mensalidades do curso de fisioterapia durante cinco anos, mas neste ano acabou deixando uma para trás. “No início desse ano, eu tive uma troca de emprego e isso me rendeu alguns problemas e, com isso, eu não tive condições de pagar a mensalidade daquele mês”, disse.

O maior problema é que só poderia fazer a rematrícula se acertasse os débitos. “Fui até a direção, ela parcelou em quatro vezes e eu consegui pagar essa pendência e fazer a matrícula normalmente”, explicou.

Na faculdade de Picardt, em Rio Claro, a inadimplência passou de 15% em 2015 para 30% em 2016.

Em outra, em São João da Boa Vista, a situação é parecida.

“Houve naturalmente um aumento na inadimplência em razão da conjuntura que estamos vivendo, ou seja, as pessoas estão perdendo o poder de renda, somando também a questão do Fies, onde houve uma diminuição drástica da quantidade de vagas. As pessoas acabaram complicando seu fluxo financeiro e atrasando algumas parcelas”, afirmou o gerente de controladoria da faculdade, Rodrigo Simão.

Mudanças no Fies

As mudanças no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que passou a ter um critério mais rígido de seleção, pode mesmo ter atrapalhado os planos de muitos universitários. Mas para o economista Léo Carrille, o culpado por tantos boletos atrasados é outro. “É o desemprego, não tenho dúvida. Fecharam 170 mil lojas no país todo, então eu imagino quantos alunos estão na rua e não vão poder pagar”, ressaltou.

A luta das faculdades é para que os inadimplentes não se transformem em desistentes. Em uma faculdade de Rio Claro, o número de matrículas nesse semestre já é 20% menor do que no começo do ano. Por isso, o esforço agora é para atrair novos alunos. “Fizemos parcerias com muitas empresas, aumentamos a parceria com os órgãos públicos, intensificamos nosso programa social e também criamos uma parceria que facilita ao estudante, com pagamento de 50% da parcela no momento que ele está presente na escola e os outros 50% após a formatura”, explicou o diretor Arthur Darezzo Filho.

Financiamento próprio

Em outra faculdade, a aposta para manter os alunos que perderam o Fies também é um programa de financiamento próprio. Na última matrícula, 20% do total de alunos recorreram a esse crédito. “Ele veio substituir ou dar uma segunda opção, trazendo para esse aluno a possibilidade de garantir seus estudos e aquele valor que ele pagaria na sua mensalidade coubesse dentro das finanças familiares dele”, afirmou o diretor Marcelo Paraizo.

 

Fonte: G1 São Carlos e Araraquara

 

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