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12/12/2017 | 16:00

Há 55 anos, morria a escritora Pagu

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A romancista, tradutora, jornalista, ilustradora e militante comunista Pagu, morta em 12 de dezembro de 1962, carregou durante a vida –e depois dela– a fama de musa escandalosa.

“A imagem da menina que roubou Oswald da mulher [Tarsila do Amaral] e andava com roupas escandalosas se estendeu para o tempo da militância política, tanto que o partido [comunista] a considerava uma burguesinha. Ela lutou muito contra isso, mas a fama permaneceu”, contou à Folha Geraldo Galvão Ferraz, o Kiko, filho de Pagu com o modernista Geraldo Ferraz, no ano do centenário de nascimento da escritora, em 2010.

Patrícia Rehder Galvão, nascida em 9 de junho de 1910, na cidade paulista de São João da Boa Vista, ganhou o apelido do poeta Raul Bopp (1898-1984), que em 1928 dedicou poema “O Coco de Pagu” à moça.

Bopp era apenas mais um dos fãs da bela jovem, que aos 18 anos frequentava a casa de Oswaldo de Andrade e Tarsila do Amaral, quando se tornou a musa dos modernistas.

Nesta época, ela teve alguns desenhos de sua autoria publicados na “Revista da Antropofagia”.

Foi também neste período que se envolveu com Oswald, com quem se casou em 1930, em um cemitério, e teve seu primeiro filho, Rudá de Andrade (1930-2009).

Em 1931, Pagu se filiou ao PCB e deu início a sua militância, vista em parte na seção “A Mulher do Povo”, no jornal “O Homem do Povo”, que editou com Oswald e fora proibido pela polícia após algumas edições.

Fonte: Blog da Folha

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