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26/11/2016 | 12:11

Funcionário da Prefeitura é preso com pornografia infantil

Jornal O Município | Jornalismo

Um funcionário da Prefeitura de São João da Boa Vista, de 42 anos, ligado ao Setor de Tecnologia da Informação (TI), foi preso, no último dia 27 de outubro, com milhares de fotos e vídeos de pornografia infantil e juvenil.
O caso foi revelado somente nesta sexta-feira, dia 25, pelo promotor de justiça Nelson de Barros O’Reilly Filho, pois o processo seguia em sigilo para se apurar a origem do material. Ficou comprovado que o teor não é de pessoas próximas ao acusado, mas sim de origem encontrada na própria internet de forma oculta (não pública).
Tudo começou no início do mês de outubro, quando o Conselho Tutelar sanjoanense recebeu, de forma anônima, um CD com milhares de fotos e vídeos de crianças e adolescentes em cenas de nudez e sexo explícitas. Na mesma mídia havia também fotos do acusado.
A informação dava conta de que o material fora recuperado de um computador do próprio setor de TI, que fica à rua João Pessoa, na Vila Conrado. O CD foi entregue ao Instituto de Criminalística, que fez uma apuração mais detalhada do conteúdo.
A Polícia Civil, sob o comando dos delegados Fabiano Antunes de Almeida e Jorge Mazzi, também iniciaram as investigações, que culminaram na prisão em flagrante do indiciado em sua residência, no Jardim Santa Clara.
Na casa foram encontrados dois computadores com mais centenas de fotos e vídeos com pornografia, além de uma munição intacta de calibre 762.
O indivíduo responderá pelos crimes dos artigos 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente, com pena de reclusão de um a quatro anos, e multa – e 16 caput do Estatuto do Desarmamento – que fala sobre a posse de armas ou munição de forma irregular.

COLABORAÇÃO
O promotor de justiça agradeceu toda a colaboração dos funcionários do Setor de TI da Prefeitura na investigação. O’Reilly confirmou à reportagem que seus colegas tinham um certo temor em lidar com o homem. “Por possuir armas de fogo e sempre as exibir, eles tinham um certo medo de trabalhar ao seu lado”, disse o promotor.
Outro fato apurado e confirmado é que o acusado possuía um perfil fake (falso) na rede social Facebook. Ele adicionou diversas mulheres (adolescentes e no início da fase adulta) e já havia iniciado diálogos com várias delas.
O Ministério Público preferiu não divulgar o nome do acusado, muito menos a cidade em que está preso. 

Fonte: Jornal O Município

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