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18/08/2016 | 14:24

Estudante de direito cria loja sem vendedor para testar honestidade

Guia São João | Jornalismo

Estabelecimento foi instalado em faculdade de São João da Boa Vista

Em três meses, nenhum cliente deixou de pagar pelas mercadorias. Dono investiu cerca de R$ 3 mil e já teve retorno de R$ 1,2 mil (Foto: Éder Ribeiro/EPTV)


Um estudante de direito de São João da Boa Vista (SP) resolveu investir cerca de R$ 3 mil em mercadorias como capas de celular, carregadores, óculos de sol, cartão de memória e produtos que vão de R$ 10 até R$ 40 de uma maneira diferente.
Ele realizou um "teste de honestidade" e deixou os produtos à mostra, sem nenhum vendedor ou câmera por perto, na entrada da faculdade. Como resultado, descobriu que é possível confiar nos compradores e lucrar com a iniciativa.
"Um dos princípios do direito é a ética, nós devemos ter uma conduta honesta e é isso que se espera de um estudante de direito", explicou Adriano Sabino Barbosa. "Foi um teste", completou.
Confiança

“A princípio, a gente achou que não iria dar certo, mas com o tempo percebemos que a lojinha foi ganhando popularidade na faculdade e que as pessoas foram comprando e colocando dinheiro”, afirmou a estudante Isabella Dragonetti.
Honestidade São João da Boa Vista 


Nenhum comprador deixou de pagar os produtos,segundo empresário 
Desde que a loja foi criada, em maio deste ano, ninguém deixou de pagar. Todos os clientes escolhem os produtos e fazem como o estudante Leonel Alves: deixam o dinheiro na caixa ou depositam diretamente na conta bancária de Adriano. Um papel colado na parede informa o banco e a agência.


“Já comprei várias coisas aqui, fone de ouvido, carregador, e hoje um suporte para televisão. A gente vive sempre em uma rotina acelerada e chegar, escolher seu produto e pagar de forma rápida é muito prático”, contou o estudante


O controle das vendas é feito diariamente. Adriano tira uma foto do mostruário e vê o que foi vendido no dia. Também confere a lista que deixa no local para os clientes fazerem encomendas. Nesses meses, teve um faturamento de R$ 1,2 mil.


“A honestidade é vislumbrada nessa relação no que diz respeito à competência atitudinal ética e o princípio da boa fé também é esperado na relação no que diz respeito à matéria propriamente do direito civil, que rege a teoria geral dos contratos. Isso não deixa de ser um contrato”, avaliou o professor de direito Fabrício Nicola.


Dono investiu cerca de R$3 mil e já teve lucro de R$1.200 


Fonte G1 São Carlos Araraquara
Foto: Éder Ribeiro/EPTV

 

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