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02/08/2018 | 21:21

Contém 1g entra em recuperação judicial

Guia São João | Jornalismo

A empresa de Contém 1g, entrou em recuperação judicial nesta semana. O pedido foi deferido pela Comarca de São João da Boa Vista, interior de São Paulo, onde está sediada.


Fundada em 1984, a Contém 1g tem dívidas de 40 milhões de reais, a maior parte dela com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) - cerca de 10 milhões de reais e outros bancos.
 
O advogado da empresa, Otto Gübel, diz que a marca precisa reestruturar sua dívida para continuar operando no segmento de cosméticos.

Além de distribuir seus produtos através de 94 franquias - entre lojas e quiosques-, a Contém 1g vende cosméticos em farmácias e também por meio de uma rede de marketing multinível - quando vendedoras recrutam outras vendedoras. 

Segundo ele, a Contém 1g fechou 2017 com um faturamento de 114 milhões de reais.

O problema não foi a queda nas vendas, mas a redução de margem de lucro da companhia.

A empresa fez mais negócio do que tinha capacidade para administrar. Se não tem uma estrutura forte, acaba se endividando de forma desordenada para arrumar capital de giro.-

O advogado afirma que os cerca de 100 funcionários diretos não serão demitidos, pois o objetivo da empresa é continuar operando e atendendo sua rede de franqueados.
 
 
A matéria é do site da Veja
 
Complemento (publicado no G1)
 

A Contém 1g iniciou suas atividades em 1984, na cidade de São João da Boa Vista, interior de São Paulo, inicialmente no ramo de confecção e comercialização de camisetas de malha direcionadas ao público jovem.

Em 1993, o dono da empresa, Rogério Rubini, decidiu expandir os negócios para o ramo de cosméticos e perfumaria, investindo na produção e comercialização de perfumes por meio de venda direta.


Em 1997, o sistema de distribuição e de venda direta foi modificado para o chamado sistema multinível, ou marketing de rede, modelo comercial em que os ganhos podem vir da venda efetiva dos produtos ou do recrutamento de novos vendedores, diferente do chamado  “esquema em pirâmide”  por ter a maior parte de seus rendimentos oriunda da venda dos produtos, enquanto, na pirâmide, os lucros vêm, apenas ou maioritariamente, do recrutamento de novos vendedores.

 
Os distribuidores eram compensados por bonificações na medida em que conseguissem ampliar o mercado, recrutando novos revendedores, vinculados à sua coordenação.


Em 1999, a empresa lançou sua linha de maquiagem no mercado.Nos anos 2000, percebendo a desaceleração do potencial de expansão de vendas, Rubini implantou um novo modelo, voltado para a comercialização dos produtos da marca no varejo, por meio de franquias, com lojas/quiosques espalhados pelo país.
 
A Contém 1g chegou a contar com mais de 20 mil revendedores diretos, 230 franqueados, 170 empregados diretos, com vendas de perfumes, loções e itens de maquiagem.No ano de 2017, o faturamento das empresas do grupo somou R$ 114 milhões.


Se comparado a 2016, houve um aumento de 60% no faturamento.

Segundo a empresa, ainda que o aumento tenha sido expressivo, houve diminuição das margens de lucro, o que causou "efeito devastador nas finanças".


Já no 1º semestre deste ano, faturamento caiu 53% na comparação com o mesmo período de 2017.Atualmente, o grupo Contém 1g tem uma rede de 94 pontos de vendas, sendo 69 lojas e 25 quiosques franqueados, bem como revendedores que vendem produtos da marca.


A empresa tem 95 funcionários.A empresa não tem outros acionistas além de Rogério Rubini, segundo Otto Willy Gübel Júnior.


Sobre como ficará a situação dos franqueados, Gübel Júnior disse que "todo o relacionamento com franqueados será priorizado".


Marketing multinível foi 'herói e vilão' No pedido de recuperação judicial, a empresa afirma que, com as finanças fortemente abaladas em virtude da crise que começou em 2014, foi preciso inovar, com o modelo de negócio de marketing multinível como uma alavanca de vendas e geração de novas oportunidades.


O modelo trouxe um  -crescimento avassalador - das vendas, mas foi  - herói e vilão - , segundo a empresa. O sistema não foi bem recebido por grande parte dos distribuidores, por ser complexo, trazendo dificuldades para administrar o volume de pedidos, de vendas e de pagamentos de bônus.


A empresa alega que o modelo de comercialização em rede trouxe revendedores sem conhecimento dos produtos nem preparo necessário. Houve ainda migração de líderes para os concorrentes, o que ocasionou diminuição de vendas.


Assim, com a implementação do novo sistema de vendas, houve um acentuado crescimento de faturamento nos últimos anos, mas esse crescimento de faturamento foi de forma pouco ordenada, o que fez com que a empresa entrasse em processo de retrocesso econômico.

Fonte: Jornal do Parabrisa

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