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20/10/2016 | 18:39

Condenado por 48 estupros, sanjoanense Abdelmassih pode deixar a prisão

Guia São João | Jornalismo

  • Abdelmassih foi condenado a 278 anos de prisão por 48 estupros a 37 mulheres

 

Rede Bandeirantes mostra ao vivo no programa do Datena uma reportagem especial sobr e o pedido de soltura.

Entenda o caso: 

A defesa de Roger Abdelmassih, ex-médico condenado a 278 anos de prisão por 48 estupros a 37 mulheres, fez um pedido de indulto humanitário para que ele deixe a prisão. A informação foi revelada pelo programa "Fantástico", da Rede Globo, na noite de domingo (16). O argumento da defesa é o de que ele estaria muito doente e deveria receber o tratamento em casa.

Abdelmassih está preso na penitenciária de Tremembé (SP), onde divide a cela com outros presos com problemas de saúde. A legislação determina que o benefício do indulto humanitário pode ser concedido a detentos a condenados com doenças graves e permanentes que exijam cuidados fora do estabelecimento penal.

Segundo o programa, o pedido da defesa do ex-médico afirma que ele tem problemas no coração, que teriam se agravado em 2015. Neste ano, ele passou por quatro consultas médicas dentro da prisão.

Ele também fez exames em São Paulo, no hospital Beneficiência Portuguesa e no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de acordo com o "Fantástico", bancados pelo próprio paciente.

O laudo que integra o pedido seria assinado por dois médicos, Luiz Airton Saavedra de Paiva e Francisco Miguel Roberto Moraes Silva, atestando que Abdelmassih tem problemas cardíacos graves, com risco de derrame ou infarto. Ambos afirmam que o ex-médico necessita de cuidados que não podem ser dados na penitenciária.

O promotor Luiz Marcelo Negrini Mattos, ouvido pela reportagem, afirmou que existem detentos no sistema penitenciário que apresentam doenças muito mais graves e que são tratados dentro de prisões, como HVI, hepatite C e tuberculose.

Mesmo se o quadro de Abdelmassih demandar cuidados especiais, o promotor disse que ele deveria ser transferido para um hospital penitenciário, e não para a prisão domiciliar.

Segundo o programa, a juíza responsável pelo caso acolheu um pedido do Ministério Público, que solicitou que Abdelmassih seja avaliado por médicos indicados pela própria Justiça.

Fonte: Band - Uol

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