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01/06/2016 | 00:00

Acusados no 'caso João Henrique' vão à Câmara

Jornal O Município | O Município

Antes da realização da eleição que colocou Claudinho (PMDB) como novo vice-presidente, a reunião da Câmara Municipal se estendeu por conta da presença de dois acusados do 'caso João Henrique'.

Apontados em acusações levadas ao Ministério Público como envolvidos em possíveis irregularidades, dentre outros mais de 20 denunciados, o assessor de Programas Habitacionais, Alencar Aguiar Neto, e o reitor Francisco Arten, do UniFAE, utilizaram a Tribuna do Legislativo para se posicionarem sobre a situação.

O primeiro a falar foi Aguiar. Do mesmo partido do prefeito Vanderlei Borges de Carvalho, o PMDB, Alencar foi acusado de possível imoralidade ao receber repasse de verba pública para a construção de casas populares na cidade. Ele chegou a chorar durante sua explanação, dizendo que sempre prezou a transparência e a legalidade durante seu trabalho.

Pouco depois de Alencar, quem utilizou a Tribuna foi o reitor Francisco Arten. Dentre as acusações de João Henrique levadas ao MP, uma diz respeito à contratação de uma empresa para a realização de eventos pelo UniFAE.

A empresa em questão é do irmão do vereador Reberson Menezes (PV). Arten destacou que, a partir do momento que Menezes passou a fazer parte do Legislativo sanjoanense, a empresa gerenciada pelo irmão do edil passou a fazer menos cerimoniais para o Centro Universitário, "por decisão do próprio proprietário da empresa, para que ninguém pudesse levantar suspeitas infundadas".

Reberson Menezes se posicionou sobre o caso depois do pronunciamento do reitor do UniFAE. Ele classificou como um "ato de insanidade" a atitude de João Henrique em levar ao Ministério Público diversas acusações e revelou que vai levar o caso à justiça, fazendo com que o colega vereador responda ação criminal "pelas acusações inexistentes que fez".

OUTRO LADO

Após ouvir, em silêncio, Alencar e Arten falarem sobre as acusações feitas por ele, João Henrique também utilizou a Tribuna para se posicionar.

Ele disse que "cumpriu seu papel de vereador" ao levar as denúncias, que chegaram a ele por seus eleitores, para que o Ministério Público apurasse as possíveis irregularidades.

João Henrique lamentou o fato de o caso ter se tornado público, uma vez que, segundo ele, pediu sigilo no processo quando levou as acusações ao MP.

"Estou bem tranquilo quanto a toda essa situação. Vou levar as provas e responder ao Ministério Público sobre as acusações de possíveis irregularidades. Veja bem, eu disse possíveis irregularidades. Em nenhum momento as denúncias foram feitas acusando de já haver algo errado. Apenas encaminhei as acusações para o Ministério Público, que é o órgão competente para investigar se essas irregularidades procedem ou não", destacou João Henrique.(F.J.)

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