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19/12/2016 | 12:29

Ação quer reverter derrota de Teresinha

Gazeta de São João | Jornalismo

Como já noticiado por diversos órgãos de imprensa, a Coligação pela qual concorreu a candidata Terezinha Vick, derrotada pela terceira na sua intenção de ser prefeita de São João da Boa Vista, ingressou com ação judicial onde tentar reverter na Justiça Eleitoral que já diplomou o prefeito e vice eleitos, para que os mesmos percam o mandato e sejam realizadas novas eleições no Município.

Ainda não tivemos por nossos representantes acesso a todo o material que foi apresentado para a Justiça Eleitoral, mas nada menos do que 30 pessoas, entre elas o Prefeito Vanderlei, Dr. Ademir, Dra Patricia Magalhães, o reitor e o pró reitor administrativo do UNIFAE, Francisco Arten e Marco Aurelio Ferreira, além de professores daquela instituição de ensino, praticamente todos os servidores em cargos comissionados, além de pessoas que atuaram como voluntárias na campanha de Vanderlei são citados.

Dos vereadores, estão apontados para serem investigados os atuais vereadores Fernando Bonaretti (PDT) e Gerson Araujo (PMDB) ambos reeleitos e de partidos da coligação que reelegeu o prefeito Vanderlei. Presume-se que incluíram esses vereadores por serem os favoritos para a eleição da Mesa da Câmara como Presidente e em caso de afastamento, assumiriam até novas eleições.

Também para surpresa do jornal, cita dentre as pessoas que devem ser investigadas a Diretora de nosso jornal, Carmela Palhares e mais o jornalista responsável, que não citam nominalmente, mas que é Presidente local do PCdoB, Celso Jardim. Se for por publicidade, o jornal durante um ano, pouco ou nada recebeu da Prefeitura, que faz suas publicações em outro órgão local.

DE NOVO

Vale lembrar que depois que perdeu as eleições de 2012 para o prefeito Vanderlei, não se conformando com o resultado Teresinha também ingressou com ação na Justiça Eleitoral para impugnar o mandato de Vanderlei e Dra. Patricia Magalhães.

Os argumentos da época foram absurdos, classificados como “montagem pela defesa de Vanderlei na época”, rejeitados por decisão judicial. Agora, segundo as primeiras informações os “argumentos também são colocados em grande volume, para dificultar defesas”, mas não tem base jurídica e concreta para o que se pretende.

ANÁLISE

Pessoas que conhecem o panorama político local chegam à conclusão com as primeiras informações de que tudo é “obra de uma única pessoa, o coordenador do grupo Farsa São João, Roberto Câmara, que foi candidato a vereador pelo PTB e não se elegeu”. A presunção de tal fato, é que praticamente todos os que integraram grupo na internet, denominado “Pró Vanderlei 15”, já que tal pessoa ao que constava “monitorava todos os apoios a Vanderlei, enquanto coordenava os de Teresinha”. Informações recebidas de fontes de campanhas.

Também se solicita cópia de um processo que essa mesma pessoa teria aberto na Justiça Eleitoral pelo fato de um membro do grupo ter “postado fato que é público e notório na cidade envolvendo Roberto, mas que estaria segundo ele em segredo de justiça, portanto, lhe foi ofensivo”.

Um dos fatos apontados, quando se menciona o vice eleito, Dr. Ademir é que ele seria Médico Pediatra não licenciado de Unidade de Saúde. Mas essa acusação já foi apresentada por Roberto Câmara em impugnação de registro de candidatura, pela mesma advogada que agora entra com nova ação, sendo a questão já apreciada pela Justiça Eleitoral, tanto em São João como no Tribunal em São Paulo. Ocorreu o trânsito em julgado da questão e advogados nos confidenciam que isso “caracteriza má fé processual”.

MATERIAL E TESTEMUNHAS

O material a ser analisado é de grande volume, estando em caixas no Cartório Eleitoral, que deverá ser analisado minuciosamente para saber se existiu mesmo como alegado, propaganda antecipada, abuso de poder político e econômico em proveito dos candidatos eleitos.

Foram arroladas como testemunhas do alegado as pessoas de Roberto Câmara e Elisangela Zangrande, esta residente no Jardim Primeiro de Maio e se qualificando como “dona de casa”.

DEFESAS

Todos os investigados deverão constituir advogados para apresentarem suas defesas, já que o grande volume dos nomes citados impedirá que um mesmo profissional faça a defesa de todos, já que são de posições cargos e nem todos foram candidatos às eleições municipais.

Muitos dos envolvidos, inclusive o Prefeito, vice e vereadores, declaram desde já que “confiam na Justiça e que nada ocorreu de irregular”. Bastaria relembrar que “também existem investigações de irregularidades em propagandas de pessoas ligadas” à campanha de Terezinha.

AGUARDAR

Mas todos os envolvidos estão se acautelando, mas um deles disse que “causa muita preocupação essa obsessão de Terezinha querer ser prefeita de qualquer jeito da cidade”. Já é terceira vez que é candidata e a segunda que busca a Justiça depois que perdeu nas urnas. Nessa análise, pode se presumir “que existam muitos interesses e acordos políticos com cargos e programas em jogo, desde a campanha”. Resta aguardar os desfechos.

Fonte: Gazeta de São João

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Danilo Tófoli
19/12/2016
Política é só baixaria... Ih Rimou.



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