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“Conseguimos Atingir Nossos Objetivos” - 17/7/2002

A XXIX EAPIC - Exposição Agropecuária Industrial e Comercial - terminou no último domingo, dia 14, com o show de Cezar e Paulinho. A Comissão Organizadora da Festa, formada pela Sociedade Sanjoanense de Esportes Hípicos, ainda não divulgou o balanço.

Segundo o organizador e presidente da Sociedade, Jairo Hamilton Domingues, até o fim desta semana o balanço oficial será divulgado. “Ainda estamos fechando o balanço da festa e acredito que até o final desta semana ele esteja concluído”.

Público

A expectativa de público no início da festa, segundo Cláudio Cavalcante, era de cerca de 130 mil pessoas. Porém, até o último sábado, dia 13, compareceram cerca de 80 mil pessoas, já o público de domingo ainda não foi divulgado pela Comissão Organizadora.

Segundo Jairo o que prejudicou no balanço final do público foi basicamente a chuva da última quinta-feira, no show do Rio Negro e Solimões, que levou apenas 10 mil pessoas para o Recinto, que comparado ao ano passado trouxe 8 mil pessoas a menos.

“Nós estávamos esperando o dobro de pessoas, mesmo porquê era abertura do rodeio. Mas infelizmente a chuva atrapalhou e apenas 10 mil pessoas compareceram”, conta.

Segurança

Fazendo um balanço geral, a festa foi satisfatória para o organizador. “Acho que a festa atingiu o nosso objetivo, tanto com as exposições, os barraqueiros, como com a segurança que pode ser observada pelo público que pode participar da festa sem nenhuma preocupação”.

As Novidades

Uma das mudanças feitas pela organização foi no preço do espaço ocupado pelos barraqueiros.
O preço foi mais alto que dos outros anos o que fez com que o número de barracas fosse também menor. Isso, segundo os barraqueiros da festa foi uma ótima saída. “Antes, como o número de barracas era enorme o lucro para cada um acabava sendo pequeno.

Já esse ano o nosso lucro com certeza será maior que o do ano passado em razão do número de barracas”, conta Rosilene Rosa.

Jairo explica que realmente foi essa a intenção. “Além de selecionarmos os barraqueiros, pois aceitamos só os que já são comerciantes, nós subimos o preço do local para não haver aquela aglomeração de todos os anos e isso satisfez a maioria dos barraqueiros”, explica.

A Comissão também deixou os portões do Recinto aberto todos os dias até as 14 horas, para que as famílias e crianças pudessem visitar. “Na sexta-feira o parque ficou aberto das 8 a 12 horas gratuitamente para crianças de até 11 anos”.

Segundo Jairo o público que visitou a exposição do Recinto também foi bem alto no último domingo no horário em que os portões ficaram abertos.

O Pavilhão do Sebrae também trouxe novidades esse ano, o destaque foi o sexshop que chamou a atenção das pessoas que ali passavam. “É uma coisa nova, as pessoas não estão acostumadas, e se assustam. De primeiro momento elas sempre dão uma risadinha, depois ficam vendo os produtos com um pouco de timidez”, explica a proprietária.

Também pode ser encontrado no Pavilhão a exposição dos trabalhos dos presidiários da Penitenciária de Casa Branca no estande da FUNAP - Fundação de Amparo ao Preso.

O objetivo da Fundação foi o de contribuir para a inserção do homem e mulher presidiários no mercado de trabalho.

A exposição de aves exóticas, como o avestruz, também atraiu o público, principalmente as crianças que ficavam deslumbradas ao ver as aves. Estiveram expostas durante toda a EAPIC um casal de 14 meses de idade.

Final do Rodeio

A grande final do Rodeio Completo da 29º EAPIC, aconteceu no encerramento da festa, dia 14. O grupo “Companhia do Chapéu", fez uma apresentação de dança típica de rodeios, o country.

Em seguida, iniciou a comemoração do encerramento que também seguindo a tradição, ao som da Ave Maria e com a imagem de Nossa Senhora Aparecida, abençoando os peões, que lhe pedem a proteção. Como despedida da 29ª EAPIC, a premiação dos vencedores, no Rancho Nº 1.

Skank Leva Maior Público à 29º EAPIC

O maior público da EAPIC ficou por conta da banda Skank que recebeu na última sexta-feira, dia 12, cerca de 17 mil pessoas. No show, a banda, não só relembrou sucessos antigos como: Pacato Cidadão, Esmola, Amolação e outras; como também tocou os sucessos do CD “Ao Vivo” como: Balada do Amor Inabalável, Acima do Sol, Três Lados, Canção Noturna e muita outras.

O show do Araketu contou com a presença de cerca de 10 mil pessoas, no sábado, dia 13. A banda tinha apenas um objetivo para o show, fazer com que o público dançasse durante todo o tempo. Objetivo cumprido o público não parou um só segundo, o frio passou desapercebido durante o show.

Skank

A banda Skank surgiu em 1991, em Belo Horizonte. Hoje, com onze anos de carreira, quase cinco milhões de discos vendidos comprovam o sucesso da banda como uma das mais populares do Brasil. Foi em 93 que o grupo lançou seu primeiro álbum, que despertou o interesse da poderosa Sony Music.

Depois vieram os trabalhos, que não deixaram a gravadora a desejar, como: Calango, Samba Poconé, Siderado, Maquinarama e no final de 2001 o “Ao Vivo”, gravado nas rua de Ouro Preto - MG.

Uma das músicas de maior sucesso da banda, “Uma Partida de Futebol”, foi a música que representou o Brasil no CD oficial da Copa do Mundo de futebol da França em 1998 ("Allez! Ola! Olé!”).

Em entrevista coletiva à imprensa o baterista, Haroldo Ferreti, explicou que a música fez parte do CD oficial da Copa por conseqüência de um trabalho que eles haviam começado no exterior.

“Achamos legal o reconhecimento do nosso trabalho, mas tudo isso foi uma conseqüência do que já havíamos feito no exterior com essa música. Já nesse ano podemos tocar a música em todos os shows. Imagina se o Brasil tivesse perdido a Copa, como é que nós iríamos tocar?”

Samuel Rosa também falou sobre as novas influências da banda, como as bandas "Travis" Belle and Sebastian" e Yo la Tengo" e da mudança de estilo da banda nos últimos dez anos. "O CD Maquinarama deixa isso bem claro.

Um disco que tem uma preocupação maior com a parte melódica com guitarras, do que os outros. E o Skank acabou consagrando uma fórmula que realçava demais à parte percussiva, rítmica”, explicou.

Henrique Portugal falou sobre os trabalhos realizados no exterior. “Nós vamos para Nova York agora em agosto fechar um show no Central Park, e depois vamos fazer um outro show em Miami.

Mas esse ano agente praticamente se dedicou só a essas duas viagens internacionais, porque já fazia um bom tempo que agente não tocava no meio do ano no Brasil.

Aí depois disso agente vai se dedicar ao nosso disco novo que deverá sair no início do ano que vem”, contou o tecladista.

A banda finalizou a entrevista dizendo que 90% de seus shows acontecem em Feiras Agropecuárias. “Nós somos de Minas Gerais, começamos nossa carreira com essas feiras de exposição. Além do quê a estrutura desses lugares é boa, melhor até que a de grandes casas de show e ainda por cima o público é bem maior e caloroso”, finalizou o baterista.

Araketu

Nascida como bloco carnavalesco em 1981, em Periperi, subúrbio de Salvador, o Ara Ketu foi formado com o objetivo de valorizar e promover a cultura afro-brasileira.

Depois do sucesso com o bloco de carnaval Ara Ketu, os integrantes se firmaram como a banda Ara Ketu. O som do Ara Ketu é uma fusão de ritmos contemporâneos com expressões de raízes técnicas. É a mistura do swing baiano com samplers e outros recursos da música eletrônica.

Hoje, já são nove discos lançados numa mistura de sons que impôs respeito no mundo inteiro, já que o Ara Ketu foi convidado para se apresentar em festivais nos EUA, Suíça, Austria, Itália e Bélgica. Com direito a lançamento de disco na Inglaterra. Popularizou-se, mas continua carregando consigo a essência do som da Bahia.

Na tarde de sábado a banda recebeu toda imprensa de São João no Hotel Panorama de Águas da Prata. Tatau, o vocalista, explicou que desde o início da banda foram poucas as mudanças de integrantes que ocorreram. “As mudanças que ocorreram foram basicamente na parte da percussão. Dos criadores da banda continuam oito”, contou.

Tatau disse também que a banda não tem muito problema em tocar em lugares diferentes, como uma casa de shows ou uma festa agropecuária. “ O interessante é que o Araketu consegue tocar em todo lugar. Nós consideramos uma banda mutante porque agente consegue se adaptar em qualquer situação e agente tem repertório para isso também”.

O vocalista explicou que nunca teve interesse de fazer músicas pejorativas, como outras bandas de sucesso. “Nós sabemos que para sermos reconhecidos não precisamos ter músicas pejorativas no nosso repertório. Nós tentamos fazer da música um trabalho de educação.

A gente trata de letra instrutiva, romance, talvez de fé e esperança, mas nunca letra que possa de alguma forma fazer com que você diga para o seu filho: ’olha não escute isso’”.

O próximo trabalho da banda com o nome de “Ensaio do Araketu” foi gravado em São Paulo e deverá ser lançado no próximo mês. “Nesse trabalho nós teremos a participação de vários artistas e com cerca de 3 músicas românticas”, finaliza o vocalista.

Cezar e Paulinho

Cezar e Paulinho nasceram em Piracicaba e, influenciados pela família começaram a cantar animando festas e atrações circenses. Em 1974, a dupla gravava seu primeiro trabalho através do "Sertanejo Chororó". Hoje reúnem, 16 obras e recentemente lançaram um CD com música raiz e outro "ao vivo", com a participação especial de seus filhos.

Em entrevista coletiva concedida na "Mansão dos Nobres", onde se hospedou, a dupla sertaneja Cezar e Paulinho falou sobre o sucesso da família. “O nosso bisavô tocava viola e nós dois, ainda crianças, ficávamos em volta dele.

Desde lá nós temos contato com a música, mas naquela época ninguém se preocupava em gravar discos. Nosso pai em 62 gravou o primeiro disco por gravar sem a pretensão de viajar porque isso não era um costume da época.

Em 74 surgiu a idéia de nós dois gravarmos um disco. Aí começamos a cantar em circo ali na região de Piracicaba e foi crescendo o nome e isso foi uma conseqüência do nosso trabalho. Graças a Deus deu certo”, contaram.

Daquela época para cá a música sertaneja sofreu muitas mudanças. “O sertanejo sofre mudanças até hoje, na linguagem, no modo do cantor se vestir e na apresentação de um modo geral”.

Finalizando a dupla falou da pirataria, e do preço dos Cds que para eles é o que prejudica a música sertaneja. “O sertanejo tem um público muito fiel, que vai atrás e quer ter seus CDs. Só que nem sempre conseguem.

Tanto que hoje, para se ganhar um Disco de Ouro, não precisa vender tanto como antes. O produto é caro e o povo está sem dinheiro", alerta Cezar. E pensando nessas pessoas de menor poder aquisitivo, a dupla acaba pondo em xeque a questão da pirataria.

"São muito mais baratos e aí, muita gente acaba aderindo. Mas se isso acontece é porque a gente está dando ibope. Se não estamos na mídia, se as rádios não tocam, a pirataria nem se incomoda. Sem dúvida, é uma faca de dois legumes", brincou Paulinho.

ANA PAULA FORTES
paulamfortes@bol.com.br


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