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A Câmara de Águas da Prata, em sessão solene realizada no dia 31 de agosto, deu ao plenário, oficialmente, o nome de Egberto Junqueira Ferreira.
Oficialmente, porque durante muitos anos, o plenário da Câmara da Prata, mesmo sem a placa com seu nome, foi a principal morada de “seu” Egberto.
Vereador por 33 anos, tendo sido eleito por 8 vezes e presidido a Câmara em 11 mandatos, “seu” Egberto mais do que vereador, ou um político influente, foi um ícone na história de Águas da Prata.
Se estivesse vivo no dia em que foi homenageado, “seu” Egberto completaria 78 anos. A maior parte deles dedicados à cidade.
Dono de uma cultura vastíssima e entendedor como poucos dos trâmites legais de projetos e convênios públicos, “seu” Egberto, tornou-se uma fonte permanente de consultas.
Qualquer dúvida de vereadores, funcionários da Câmara, ou mesmo da Prefeitura eram por ele prontamente solucionadas.
A homenagem foi proposta pelo vereador Manoel da Silva Ferreira, o Manuelito, e aprovada pela Câmara em outubro do ano passado, passados quatro meses de sua morte.
Manuelito nunca foi correligionário político de “seu” Egberto, mas atribuiu a ele a sua entrada para a política. Ele disse, em um discurso emocionado, que “seu”Egberto foi o maior homem público, que a Prata já teve.
A presidente da Câmara Elizete Mistura disse que foi para ela um orgulho presidir a sessão. “Eu não tive o privilégio de conviver com ele, mas sempre nutri admiração e respeito pela sua história política”, afirma Elizete.
Egberto Junqueira era irmão do ex-prefeito e jurista Wolgran Junqueira Ferreira, tio do também ex- prefeito Waldemar Junqueira Ferreira Neto e do Deputado Estadual e Diretor de Habitação da Prefeitura de São Paulo, Paulo Teixeira.
Casado com d. Abigail Borges Ferreira e pai de José Geraldo Borges Ferreira e de Maria Aparecida Ferreira Magacho, a homenagem reuniu, sobretudo, a família e os amigos que lotaram o plenário.
D. Abigail, logo após a morte do marido, começou a trabalhar para que o plenário tivesse o seu nome. “A Câmara, sobretudo a sua presidente Elizete, não pouparam esforços para fazer esta homenagem. Acredito que fizemos o que era justo e certo”, disse.
O deputado Paulo Teixeira, presente à cerimônia, falou da importância do “tio Egberto” em sua vida. Lembrou de sua admiração pelo esporte e do seu estusiasmo pela política.
O ex-prefeito Demazinho lembrou da presença constante do tio durante seu mandato como prefeito e do carinho, com que ele e a esposa Abigail sempre o trataram, desde os tempos da Empresa Águas Prata.
Seu Egberto foi administrados da Empresa Águas da Prata, antes denominada Alves Azevedo, durante muitos anos. Foi alí, que adquiriu conhecimentos sobre as propriedades medicinais das águas minerais, dais quais tornou-se profundo conhecedor.
Em sua vida, “seu” Egberto, ocupou cargos de direitoria em todas, ou quase todas, as entidades assistenciais, beneficentes e filantrópicas, assim como nos Conselhos Municipais.
“Seu” Egberto nunca quiz disputar outros cargos eletivos. Ele foi um dos poucos políticos, que valorizava, com orgulho, a figura do vereador. Ele acreditava que o vereador era o principal elo de ligação entre o povo e os dirigentes. Foi este o seu princípio de vida e o seu principal legado.
O coral Vozes de Äguas da Prata, do qual “seu” Egberto era participante, foi à Câmara prestar sua homenagem.
O evento foi fechado com a música “Amigos para Sempre”, uma de sua preferidas. Uma homenagem, com sabor de réquiem e de despedida. Mas ao mesmo tempo, um sinal de que por muito tempo, a lembrança de “seu” Egberto continuará viva, na memória daqueles que o coheceram.
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